Mostrando postagens com marcador sammy harkham. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sammy harkham. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Poor Sailor, ótima HQ inspirada em conto de Guy de Maupassant


Título: Poor Sailor
Autor: Sammy Harkham
Editora: Gingko Press
Ano de Edição: 2005
120 páginas

Além de editar a prestigiada coletânea de quadrinhos Kramers Ergot, o norte-americano Sammy Harkham também é um talentoso autor de HQs. Poor Sailor, sua adaptação para os quadrinhos de um conto do escritor francês Guy de Maupassant, foi originalmente publicada na Kramers Ergot em 2003, e posteriormente lançada no formato de um pequeno livro de capa dura, em 2005.


Poor Sailor pode ser lida em poucos minutos, mas é uma leitura arrebatadora, um exemplo primoroso de como se adaptar uma obra literária para os quadrinhos. Thomas é o pobre marinheiro do título, que decide abandonar sua casa e sua esposa para viajar pelo mundo trabalhando em um navio. Harkham conta a estória com pouquíssimos diálogos. O que os personagens pensam e sentem é apenas sugerido nos desenhos, sem o uso de balões e recordatórios. Cada página contém só um quadrinho, o que permite que se admire a arte clara e simples, mas muito expressiva.

Apesar de ser um dos autores mais promissores da nova geração, Sammy Harkham tem poucos trabalhos publicados. Além de Poor Sailor, algumas obras curtas do autor podem ser vistas em coletâneas e em sua série de quadrinhos Crickets.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

The Best American Comics 2009, Editado por Charles Burns


Autores: Vários
Editor: Charles Burns
Ano de Edição: 2009
Editora: Houghton Mifflin Harcourt
352 páginas

O título deste livro pode provocar alguma confusão: The Best American Comics 2009 na verdade reúne quadrinhos publicados nos Estados Unidos entre Setembro de 2007 e Agosto de 2008. É parte de uma série de coletâneas anuais iniciada em 2006, e que já teve como editores Harvey Pekar e Chris Ware. O editor desta edição é Charles Burns, autor de Black Hole. Ele fez a seleção final das histórias, e o resultado foi bem mais equilibrado que nas edições anteriores. O leitor não encontrará nada de revolucionário, mas também não ficará decepcionado.

Alguns autores veteranos mostram que ainda estão em grande forma: Peter Bagge, Kaz, Robert Crumb e Art Spiegelman. Outros, que se destacaram recentemente, como Chris Ware, Daniel Clowes e Adrian Tomine, demonstram uma evolução constante. Tomine cada vez mais se aproxima da literatura americana moderna, com os finais abruptos e surpreendentes de suas HQs.


Mas os grandes destaques desta coletânea são dois autores novos e pouco conhecidos. Sammy Harkham e Andrés Nilsen.

Num trecho da HQ Black Death de Harkham, acompanhamos um Golem, um maluco e um sujeito varado por flechas vagando sem rumo por uma floresta. A arte simples e leve contrasta deliciosamente com a história sombria.



Já no excerto da HQ de Nilsen são os pássaros que falam e comentam as ações sem sentido de dois sujeitos num cenário devastado por um acidente aéreo. Os traços são finos e elegantes, combinados com texturas criadas por superfícies pontilhadas.


Super-heróis e outros personagens de grandes editoras ficaram de fora. A maior qualidade desta coletânea, afinal, é apresentar autores mais ou menos obscuros a um grupo mais amplo de leitores.